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VOLTA ÀS AULAS! VOLTA AOS PROBLEMAS?
2ª parte

Artigo por Dr. Sílvio F. De Lima Filho

Crianças adoecem com frequência quando do ingresso na pré-escola, causando ansiedade nos pais e responsáveis. É importante entender que são raros os casos de doenças da imunidade e que a alergia, apesar de freqüente não é a grande vilã na maioria das vezes. Contudo, a alergia pode ser uma importante coadjuvante.

A verdade é que isto ocorre em função da imaturidade funcional do sistema imunológico nas crianças pequeninas ( ou seja, o sistema ainda está “verde” e pouco a pouco irá “amadurecer”!).

Por isso, o problema só vai se resolver com o passar do tempo, por volta dos cinco anos de idade. Não há como queimar etapas. Entretanto, algumas medidas podem ser tomadas tanto para diminuir a freqüência com que a criança adoece e para prevenir que moléstias mais perigosas possam acometê-la.

Dicas para pais e responsáveis:

1) Acostume-se a levar seu filho periodicamente ao pediatra. Tanto faz que seja no serviço público de saúde, médico do convênio ou médico particular. Quando possível, dê preferência ao atendimento pelo mesmo profissional. Isto facilita muito as coisas já que além de haver um natural estreitamento de relações entre o médico, a criança e familiares contribuirá para um melhor conhecimento de seu filho por parte daquele, o que evitará sem dúvidas exames desnecessários, falha no tratamento (o que pode ocorrer mesmo com os melhores médicos quando não se conhece bem o paciente), internações hospitalares e até mesmo erros médicos.

2) Entenda que o pediatra é o maestro do elenco de profissionais (orquestra) que trata de seu filho. Ocasionalmente ele indicará o concurso de colegas de outras especialidades (outros músicos) para auxílio no diagnóstico e tratamento. Evite pular de médico para médico. Nem sempre um profissional e seu tratamento sintoniza bem com outro o que pode gerar dúvidas e insegurança familiar (atravessar a sinfonia).

3) Mantenha a caderneta de vacinação de seu filho sempre em dia. Quando indicado, o médico poderá prescrever vacinas adicionais (algumas fora do calendário oficial) para melhor proteger sua saúde. Converse com ele.

4) Lembre-se que uma boa saúde imunológica depende de diversos fatores entre os quais uma alimentação balanceada (hortaliças, legumes, frutas, cereais, carnes, peixes, ovos, leite, etc...). Evite vícios alimentares danosos (excesso de refrigerantes, excesso de frituras, ingestão exagerada de comida fastfood, guloseimas que interfiram com o apetite de seu filho, etc...). Esportes e vida ao ar livre também contribuem de forma positiva.

5) Dentro de casa não exponha seu filho a fumaça do tabaco. São bem conhecidos hoje em dia os malefícios do cigarro mesmo para as pessoas que inalam a fumaça de maneira passiva. O que dizer então quando o fumante é uma criança!

6) Ao procurar uma creche ou escola para matriculá-lo, verifique se as instalações se encontram dentro dos padrões estabelecidos pela vigilância sanitária municipal. Existem normas as quais todos os estabelecimentos estão sujeitos e que dizem respeito desde a relação nº alunos /m2 de espaço até ao material de revestimento de pisos e paredes. Não nos esqueçamos que alguns dos principais fatores de disseminação das infecções respiratórias são a aglomeração de alunos numa sala de aula ou berçário de creche e grau de ventilação e renovação de ar destes ambientes. Hoje em dia, em virtude do calor cada vez maior, é muito comum encontrarmos salas de aula e berçários de creches refrigerados o que se por um lado aumenta o conforto dos alunos por outro diminui a ventilação e renovação de ar destes ambientes. Às vezes concorre também a falta de manutenção e limpeza dos filtros dos condicionadores de ar contribuindo ainda mais para o agravo no aparelho respiratório das crianças.

7) Observe também a localização do colégio. Verifique se na vizinhança não existem indústrias poluentes ou estabelecimentos de serviço que possam contribuir para piorar a qualidade do ar na localidade (jateamento de areia, pintura automotiva, por exemplo).

8) Cuidado com a natação! A afirmativa de que “cura bronquite e alergia” não é de todo verdadeira. Natação é um excelente exercício aeróbico desenvolvendo bastante a capacidade respiratória, entretanto, pacientes portadores de rinite alérgica descompensada, asma não controlada e dermatite atópica podem piorar seja pelo exercício físico seja pelo contato com água clorada. Quem tem piscina em casa sabe que durante o verão há necessidade de se clorar mais a água seja pela maior utilização da piscina como também pela maior evaporação do cloro em decorrência da maior insolação da estação. Saiba também que as tais “piscinas salinizadas” apesar de terem uma quantidade de cloro menor que as que recebem tratamento tradicional não são totalmente isentas deste sal. Converse a respeito com seu médico para que possa melhor orientá-lo para que obtenha os benefícios da prática desportiva.

Enfim, pequenos cuidados podem no final fazer uma grande diferença. Acostume-se a manter uma parceria saudável com o médico e com os professores e responsáveis pela escola de seu filho.

Bom ano letivo!